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30 de junho de 2015

Verde + vermelho

Essa florzinha ficou quase 6 meses sem aparecer. Tava quase jogando fora pra comprar outra, quando veio o frio e ela se encheu de brotinhos, muitos e todos "desesperados", grudados no vidro da janela buscando a luz do sol.
Aí resolvi fazer um scrap com mixed media; ou seja, fundo bem elaborado com glimmer mist, estêncil com gesso carimbo e o diabo a quatro. Quando terminei o fundo, olhei e deu vontade de chorar. Ficou uma bela porcaria.



Aí respirei fundo e pensei: vamos dar uma chance, deixa eu por a foto em cima pra ver se faz diferença. E fez. Toda. Scrap é muito legal por isso: um elemento é capaz de mudar o todo de um jeito tão imprevisível que sempre vale a pena olhar uma segunda vez.

Só sei que foi assim.

Bi Medeiros

27 de junho de 2015

O truque do "arco-íris"


Técnica, técnica, técnica, meu povo! 
Hoje vamos de técnica porque scrapper séria se liga em técnica. Na realidade, nem chega a ser propriamente uma técnica, é mais um recurso, um truque que tem um efeito super legal nas páginas.

Muito simples: você escolhe algumas cores de tinta (acrílica, aquarela, etc.) e coloca algumas manchas nessas cores no design da sua página. Pode ser no fundo, pode ser em pedaços de papéis separados e recortados (como eu fiz aí em cima), pode ser escorrido, pincelado, borrifado... enfim, isso vai da sua vontade.

Depois disso, você escolhe alguns enfeites que combinem com cada uma das manchas de cor, ou seja, enfeite roxo perto da mancha roxa, enfeite amarelo perto da mancha amarela, e assim por diante. Não precisa ser exatamente o mesmo tom, tá? Isso vai dar uma "potencializada" no efeito da cor.

Por último, se quiser, você dá um último toque de tinta perto de cada mancha de cor. Mas mudando o tipo de tinta. Por exemplo, eu usei tinta acrílica para começar; então, no último passo, usei aquarela bem aguada (no roxo e no amarelo), carimbo (no verde) e estêncil com carimbeira (rosa). 

Todos esses passos combinados fazem com que cada região de cor fique super interessante, porque tem texturas, brilhos e formas diferentes. Como um mini-buffet visual, saca? E quem não gosta de um buffet bem variado?



Esse truque foi algo que eu fui captando de alguns layouts da divina Wilna Fursternberg, como este lindinho bem aqui, onde ela usou manchas recortadas com Silhouette, pintadas com aquarela e arranjadas como uma espécie de arco-íris, que ela enfeitou seguindo o esquema das cores.

Enfim, uma brincadeira artística muito gostosa de se experimentar.
E vejam só que sorte, a Wilna publicou até um vídeo dela fazendo esse mesmo layout!

E quem gostou que se divirta.


Bi Medeiros





22 de junho de 2015

Questão de perspectiva



Revendo fotos dessa viagem de 2009, fico lembrando do nosso receio de como o Ivan ia se sentir e se comportar no avião, com voo de 12 horas, conexão, mais voo. Pensa bem. Um gurizinho de 3 anos enfrentando tudo isso. No final, foi um anjo e a parte aérea foi 100%.

Em compensação, durante a estadia... Com a cuca zoada pelo fuso horário, sem o horário certo da soneca da tarde, comida diferente, super excitado por estar na casa do primo com o primo sempre disponível pra brincar e um monte de brinquedos diferentes pra explorar. Aí o bicho realmente pegou. 

Encaramos episódios de birra que duravam horas - em parques, na rua, no restaurante, no shopping. E o bichinho não queria comer. Nada. Até a batata frita do McDonald's ele achava que tinha gosto estranho. Passou a viagem toda com um tubo de Pringles debaixo do braço.



E então, seis anos depois, me deparei com essa foto, que ainda não tinha virado scrap. E ele me parece simplesmente adorável, nem sinal daquele diabrete californiano das minhas memórias. Tava feliz da vida, brincando no playground e comendo pipoca.

Por essas e outras é delicioso poder fazer scrap e ter as fotos digitais. Você pode imprimir o quanto quiser, quando quiser e o scrap te dá a chance de registrar os seus olhares, que podem ser diferentes em momentos diversos, sobre a mesma fotografia.

Pagininha foi feita com a coleção Here and Now da Echo Park, brincando com camadas e um design diagonal.

E viva o tempo que nos presenteia com novas perspectivas.


Bi Medeiros






12 de junho de 2015

Santantônio


Hoje scrapeei de novo essa mesma foto. Porque acho ela super scrapeável e perdi o pudor de usar a foto mais de uma vez, se ela tiver um alto grau de scrapeabilidade que justifique. 
E hoje mandei de novo por e-mail pro Fabinho a letra da música de Nando Reis/Marisa Monte, que já tinha mandado por telegrama no Dia dos Namorados há quase 20 anos - "amor que não se perde, amor que não se mede, que não se repete". Porque ela continua cabendo muito bem na nossa medida. 
Talvez o amor de casais de "bastantes anos" como nós comporte bem algumas repetições, não como falta de criatividade, mas como um eco de emoções lá do passado cujo impacto permanece tão vivo, como um bom vinho que envelhece e melhora ainda mais.



E hoje repeti também uma "scrap coisa" mucho boa, que descobri passeando pelo blog do Scrap Entre Amigas há algum tempo: usar o giz pastel oleoso.



Repeti reciclando, pra ser sincera: peguei alguns retângulos de chipboard que, na verdade, eram miolos de molduras já usadas que ficaram sobrando, e desenhei e pintei umas figurinhas neles: a flor, o coração e o "arco-íris". E pra dar um acabamento mais descolado, passei o dedo sobre os desenhos, que deu uma misturada nas cores e deixou os contornos mais desfocados. O dedo só ficou limpo de novo 3 dias depois, mas valeu.



E tenham todos também um bom Santantônio.


Bi Medeiros