Oiêêêê a todos!!!! Bem-vindos a mais uma aventura nas técnicas do scrap!
E vamos ao segundo post do projeto, que vai abranger materiais ainda não muito discutidos entre as brasileiras, como o uso das carimbeiras tipo Distress e as tintas a álcool, e também a nossa já tão querida tinta em spray ou glimmer mist.
Confesso que, ao planejar esse segundo post, meu deu um frio na barriga de imaginar como eu iria organizar esses 3 tipos de materiais com possibilidades tão ricas em uma só postagem, mas no final acho acabei me encontrando... e me divertindo e aprendendo muito!
Primeiro, as
carimbeiras dye ink (de tinta de tingimento). A Karine Cazenave sombreia muito os trabalhos e faz um uso bem intenso e maravilhoso dessas carimbeiras, dêem uma espiada no tipo de sombreamento que ela produz nesse
mini de outono. Até um ano atrás mais ou menos, eu olhava essas carimbeiras tipo Distress Ink com muita desconfiança, achando que era muita frescura comprar aquela carimbeira cara e enorme quando aquelas mini chuchuquinhas da Color Box me serviam tão bem. Até que topei com uma série de aulas em vídeo da incrível
Jen McGuire no site Two Peas in a Bucket, chamadas
Thinking Inking , e foi paixão total. Essas aulas são um tesouro de técnicas muito legais, especialmente as da Jen!
Gente, essas carimbeiras não são comuns, tipo passa no carimbo e bate: foram feitas para colorir tudo que se pode imaginar, com uma qualidade tão boa que, quando você aprende a usar corretamente, não enxerga a marca da esponja no papel, num efeito esfumado artístico e simplesmente perfeito.
E quando eu falo em colorir tudo, quer dizer: papel, flores, tecidos, fotos, transparência, carimbos... é o máximo!!! Um exemplo super interessante: bater um pouco a carimbeira em uma transparência e borrifar um pouquinho de água para usar a tinta como se fosse aquarela para pintar carimbos. Aqui tem um exemplo da
Chris, do design team da Magnolia, que usa a tinta das carimbeiras Distress não só para criar fundos, mas também para pintar Tildas.
O modo básico de usá-las é com um aplicador que parece um carimbo com um velcro, ao qual se adere uma esponjinha muito macia. Esses materiais são da Ranger Industries, não são demasiadamente caros, mas pode-se obter um ótimo efeito com aquelas esponjinhas de pó-de-arroz que se vende na farmácia. Aqui o aplicador:
Vou demonstrar aqui a técnica básica com um PAPzinho de cartão:
Aqui estão os recortes posicionados do cartão que eu fiz, colorindo o fundo bege claro com as carimbeiras Distress Ink (azul - Broken China) e Adirondack Earthtones (mostarda - Butterscotch) e sombreando as bordas com Distress Ink (marrom - Walnut Stain).
Primeiro testei em um pedaço de papel para ver se o azul não ia esverdear demais, o que me fez decidir passar primeiro o azul, deixando uns "buracos", onde depois apliquei o amarelo, e por último fiz as bordas marrons.
Coloque o papel que deseja colorir sobre um papel de rascunho. Pressione o aplicador na almofada da carimbeira, com mais força se for preencher o fundo, e mais suavemente se for apenas trabalhar as bordas. Aperte o aplicador contra um papel de rascunho e gire-o para tirar o excesso, e então vá aplicando sobre o papel fazendo movimento circulares, assim não ficarão marcas do aplicador, só o efeito esfumaçado. Se ficar em dúvida, faça alguns movimentos circulares primeiro no rascunho para tirar a primeira carga forte de tinta.
Agora é só alicar alguns carimbos, colar os elementos e colocar os detalhes finais:
Dica: não jogar as esponjinhas fora. Use-as sempre para a mesma tinta, ou então lave-as com água e sabão depois de usar, eles continuam perfeitas!
Sugestão: comprar inicialmente, como sugere a Karine, as cores preta e/ou marrom para ver se você curte, e que são as cores que dão mais "fechamento" aos layouts. Se curtir, esbalde-se com as cores que desejar. Marcas que eu já comprei e gostei: Distress Ink da Ranger, Adirondack da Ranger e Hero Arts Shadow Ink, da Hero Arts.
Nos livros SCRAP CRÉATIF e SCRAP ET TEXTURES, a Karine sugere usar as carimbeiras Distress junto com os sprays tipo glimmer mist para fazer fundos artísticos para layouts e mini-álbuns. Vejam
aqui um sneak de um fundo do livro Scrap Créatif, em que a Karine coloriu um papel de partitura dessa maneira.
E aqui a minha experiência, que vocês verão mais abaixo já integrada a uma tela. Não quis fazer uma pintura tão viva porque a minha foto é bem colorida.
Foram utilizadas as carimbeiras Distress Ink Walnut Stain (marrom) e (rosa), Hero Arts Shadow Ink (azul clara) e Adirondack Butterscotch (ocre). Por cima da pintura com as carimbeiras, apliquei levemente o spray Bronze da True Colors, que é bem brilhante e tende para o dourado.
Agora o básico do
glimmer mist.
Esta tinta em spray vem com um glitter muito fininho que fica depositado no fundo. Para usar, basta balançar o frasco em movimento circular para que as partículas subam, e borrifar sobre o papel ou outro elemento. Se quiser um efeito mais intenso, borrife mais de perto; se preferir um efeito mais suave, borrife mais de longe.
Já usei da True Colors, Maya Road (são mais opacos, intensos) e da Tattered Angels (mais transparentes, bem delicados, se quiser um efeito mais intenso precisa borrifar mais vezes, mas o brilho é incrível!).
Esta máscara deste LO recente de natal foi feita com formas de furador e spray Tattered Angels na cor Blue Skies, super delicado.
E dá pra fazer um spray caseiro? Sim, com alguns cuidados. Se você usar 1 parte de tinta acrílica e 2 a 3 partes de água misturadas em um borrifador, o efeito fica legal no papel. Você só precisa limpar o borrifador imediatamente após usá-lo para não entupir a bomba, pois a tina acrílica seca muito rápido. Ainda não experimentei fazer esse spray caseiro com tinta acrílica metálica, mas é uma ideia. Já fiz também o spray caseiro com refil líquido de carimbeira pigment ink diluído em água, também funciona bem e não entope a bombinha. As scrappers estrangeiras dizem que o melhor spray caseiro é feito com diluição em água do refil líquido das carimbeiras Distress Ink, mas isso eu ainda não tive a chance de experimentar.
Pretendo explorar mais o glimmer mist ao abordar o tema Máscaras, portanto esse material não se esgota aqui, certo?
E nosso terceiro material são as
tintas a álcool, que ainda não são muito populares entre as scrappers brasileiras, mas são suuuper interessantes!
Aqui está o uso das
tintas a álcool que mais me encanta, que é sobre superfícies transparentes como transparências e acrílico. Usei as tintas para colorir as estrelas impressas em transparência...
A "doily" verde por baixo da foto...
E a barra de chaves que está por baixo da barra marrom.
Aplicadas com o mesmo aplicador de velcro, mas com retângulos de feltro em vez de esponjas, estas tintas são misturadas a um Blender (o vidrinho mais alto na foto), que facilita a combinação entre elas e tira aquele aspecto chapado de "tinta de caneta de retroprojetor", conferindo um efeito mais "vitralizado". Tem também algumas tintas especiais chamadas "mixatives", das quais eu tenho o dourado, que se misturam às outras e proporcionam efeitos diferenciados. Nos materiais transparentes, pode-se colocar a tinta no aplicador com o blender ou diretamente no material e depois acrescentar uma 2 ou 3 gotas do blender. Aí você vai batendo o aplicador na superfície, cobrindo-a e misturando as cores. Eu que sou uma porquinha recomendo usar avental e luvas, porque essas tintas destróem o esmalte das unhas e fazem sujeira igual canetinha Pilot que vaza, uma catástrofe!
Como eu já havia feito esses 3 layouts acima com tintas a álcool sobre transparência, decidi tentar a proposta da Prisca Jovovic (scrapper maravilhosa - http://cotescrap.canalblog.com/), colaboradora da Karine no livro "Scrap et Textures", que fez um mini-ãlbum com base em madeira, revestido com gesso acrílico e pintado com tintas a álcool. Vejam aqui um sneak do mini da Prisca.
E aqui a minha experiência: uma tela de canvas de 20x20 cm, recoberta com pasta acrílica levemente acrescida de água, que foi pintada com tintas a álcool da Ranger nas cores Butterscotch - ocre (1ª camada, deixando espaços em branco), Mushroom - marrom (2ª camada, preenchendo os buracos) e toques de Mixatives na cor Golden - ouro.
Na aplicação sobre a pasta ou gesso acrílico, é melhor colocar a tinta no aplicador e não no material para que não fique manchado.
Esta é a tela finalizada, utilizando o papel de partitura colorido na etapa anterior. Sobre o fundo da tela, ainda apliquei um pouco do spray True Colors Bronze para avivar o dourado e respingos de tinta acrílica creme. Então colei o papel de partitura, a fita marrom, a foto com os tapetinhos e as flores empilhadas. Adorei o resultado!!! O que acharam?
Ficou um conjunto com as duas telas menores com as flores. Detalhe legal: as flores eram originalmente cruas e foram coloridas com as carimbeiras dye ink!
Rescaldo da experiência? Quero explorar mais as carimbeiras, elas oferecem mil e uma possibilidades. Quero usar minha tinta a álcool dourada num projeto com transparência ou acrílico. E, apesar do resultado bonito, acho que não vale a pena aplicar tintas a álcool sobre gesso, pois já obtive efeitos mais refinados, menos chapados com tinta acrílica aguada, o que fica muito mais barato inclusive, hehehe...
Espero que tenham curtido essa "bagunça", eu aprendi muitas coisas e estou muito contente por ter concluído esta etapa do projeto. Palpites e ideias são sempre bem-vindos!
A próxima postagem vai rolar em 15 de janeiro de 2011, com o tema "Amassando e Lixando os Papéis".
Deixo aqui para você alguns links de trabalhos fantabulosos com carimbeiras, mists e tintas a álcool da Karine e da Prisca.
Super abraço a todos e inté lá,
Bi Medeiros