28 de julho de 2015

Quem foi que disse...

... que os meninos não se interessam por scrapbooking? Porque vai pagar sapo vendo as páginas de PL que o Ivan me ajudou a fazer em junho. Não tem preço ver esse rapazinho pedindo pra folhear o álbum de 2014, perguntando sobre as fotos e o journalling e, finalmente, me pedindo para ajudar a  montar a página da quinzena. Mamãe infartando de orgulho em 3, 2, 1...


Não costumo postar páginas de PL aqui no blog por 2 motivos: acho um inferno fotografar (dá muito reflexo no plástico e não tenho paciência pra tirar os cards dos plásticos - dá muito trabalho desmontar e montar) e também me sinto meio exposta. Mas estou abrindo uma exceção pra celebrar essas 2 páginas que montamos juntos, o Ivan e eu.

Meu PL é feito em base quinzenal, ou seja, 2 páginas duplas por mês. Nessa quinzena, teve festa de aniversário e Sábado Cultural na escola; portanto, muitos eventos pra registrar.


Aqui os detalhes de onde o Ivan me ajudou - além de escolher os cards, arredondar os cantos, colar tudo... Nesse card verde, recortamos e montamos um mini cenário de cidade. Ele amou pintar o sol e dar dimensão às casinhas com fita banana.

Nesse card amarelo, foi o Ivan quem coloriu o carimbo com Copics. 
É, caneta de mangá causa um frisson especial em um garoto que é fã do Naruto.


Aqui outro detalhe de como ficou a página: à esquerda, o texto na minha letra, e à direita, o texto na letrinha dele. Acho que foi o que mais me tocou - poder deixar um registro de como ele escrevia aos 9 anos. E nas palavras dele, do ponto de vista dele.



E ele acabou curtindo, de quebra, a possibilidade de tirar muitas fotos na nossa pequena viagem a Tiradentes pra guardar no álbum. 

Se essa magia de ter um assistente tão fofo vai se repetir, eu não sei. Mas sei que valeu muito fazer essas 2 pagininhas com meu gatinho.


Bi Medeiros

30 de junho de 2015

Verde + vermelho

Essa florzinha ficou quase 6 meses sem aparecer. Tava quase jogando fora pra comprar outra, quando veio o frio e ela se encheu de brotinhos, muitos e todos "desesperados", grudados no vidro da janela buscando a luz do sol.
Aí resolvi fazer um scrap com mixed media; ou seja, fundo bem elaborado com glimmer mist, estêncil com gesso carimbo e o diabo a quatro. Quando terminei o fundo, olhei e deu vontade de chorar. Ficou uma bela porcaria.



Aí respirei fundo e pensei: vamos dar uma chance, deixa eu por a foto em cima pra ver se faz diferença. E fez. Toda. Scrap é muito legal por isso: um elemento é capaz de mudar o todo de um jeito tão imprevisível que sempre vale a pena olhar uma segunda vez.

Só sei que foi assim.

Bi Medeiros

27 de junho de 2015

O truque do "arco-íris"


Técnica, técnica, técnica, meu povo! 
Hoje vamos de técnica porque scrapper séria se liga em técnica. Na realidade, nem chega a ser propriamente uma técnica, é mais um recurso, um truque que tem um efeito super legal nas páginas.

Muito simples: você escolhe algumas cores de tinta (acrílica, aquarela, etc.) e coloca algumas manchas nessas cores no design da sua página. Pode ser no fundo, pode ser em pedaços de papéis separados e recortados (como eu fiz aí em cima), pode ser escorrido, pincelado, borrifado... enfim, isso vai da sua vontade.

Depois disso, você escolhe alguns enfeites que combinem com cada uma das manchas de cor, ou seja, enfeite roxo perto da mancha roxa, enfeite amarelo perto da mancha amarela, e assim por diante. Não precisa ser exatamente o mesmo tom, tá? Isso vai dar uma "potencializada" no efeito da cor.

Por último, se quiser, você dá um último toque de tinta perto de cada mancha de cor. Mas mudando o tipo de tinta. Por exemplo, eu usei tinta acrílica para começar; então, no último passo, usei aquarela bem aguada (no roxo e no amarelo), carimbo (no verde) e estêncil com carimbeira (rosa). 

Todos esses passos combinados fazem com que cada região de cor fique super interessante, porque tem texturas, brilhos e formas diferentes. Como um mini-buffet visual, saca? E quem não gosta de um buffet bem variado?



Esse truque foi algo que eu fui captando de alguns layouts da divina Wilna Fursternberg, como este lindinho bem aqui, onde ela usou manchas recortadas com Silhouette, pintadas com aquarela e arranjadas como uma espécie de arco-íris, que ela enfeitou seguindo o esquema das cores.

Enfim, uma brincadeira artística muito gostosa de se experimentar.
E vejam só que sorte, a Wilna publicou até um vídeo dela fazendo esse mesmo layout!

E quem gostou que se divirta.


Bi Medeiros





22 de junho de 2015

Questão de perspectiva



Revendo fotos dessa viagem de 2009, fico lembrando do nosso receio de como o Ivan ia se sentir e se comportar no avião, com voo de 12 horas, conexão, mais voo. Pensa bem. Um gurizinho de 3 anos enfrentando tudo isso. No final, foi um anjo e a parte aérea foi 100%.

Em compensação, durante a estadia... Com a cuca zoada pelo fuso horário, sem o horário certo da soneca da tarde, comida diferente, super excitado por estar na casa do primo com o primo sempre disponível pra brincar e um monte de brinquedos diferentes pra explorar. Aí o bicho realmente pegou. 

Encaramos episódios de birra que duravam horas - em parques, na rua, no restaurante, no shopping. E o bichinho não queria comer. Nada. Até a batata frita do McDonald's ele achava que tinha gosto estranho. Passou a viagem toda com um tubo de Pringles debaixo do braço.



E então, seis anos depois, me deparei com essa foto, que ainda não tinha virado scrap. E ele me parece simplesmente adorável, nem sinal daquele diabrete californiano das minhas memórias. Tava feliz da vida, brincando no playground e comendo pipoca.

Por essas e outras é delicioso poder fazer scrap e ter as fotos digitais. Você pode imprimir o quanto quiser, quando quiser e o scrap te dá a chance de registrar os seus olhares, que podem ser diferentes em momentos diversos, sobre a mesma fotografia.

Pagininha foi feita com a coleção Here and Now da Echo Park, brincando com camadas e um design diagonal.

E viva o tempo que nos presenteia com novas perspectivas.


Bi Medeiros






12 de junho de 2015

Santantônio


Hoje scrapeei de novo essa mesma foto. Porque acho ela super scrapeável e perdi o pudor de usar a foto mais de uma vez, se ela tiver um alto grau de scrapeabilidade que justifique. 
E hoje mandei de novo por e-mail pro Fabinho a letra da música de Nando Reis/Marisa Monte, que já tinha mandado por telegrama no Dia dos Namorados há quase 20 anos - "amor que não se perde, amor que não se mede, que não se repete". Porque ela continua cabendo muito bem na nossa medida. 
Talvez o amor de casais de "bastantes anos" como nós comporte bem algumas repetições, não como falta de criatividade, mas como um eco de emoções lá do passado cujo impacto permanece tão vivo, como um bom vinho que envelhece e melhora ainda mais.



E hoje repeti também uma "scrap coisa" mucho boa, que descobri passeando pelo blog do Scrap Entre Amigas há algum tempo: usar o giz pastel oleoso.



Repeti reciclando, pra ser sincera: peguei alguns retângulos de chipboard que, na verdade, eram miolos de molduras já usadas que ficaram sobrando, e desenhei e pintei umas figurinhas neles: a flor, o coração e o "arco-íris". E pra dar um acabamento mais descolado, passei o dedo sobre os desenhos, que deu uma misturada nas cores e deixou os contornos mais desfocados. O dedo só ficou limpo de novo 3 dias depois, mas valeu.



E tenham todos também um bom Santantônio.


Bi Medeiros





30 de maio de 2015

Vendo bolinhas

Há um tempo, venho reparando que minhas páginas de scrap geralmente têm algum tipo de bolinha flutuando no espaço. Pode ser lantejoula, desenho, carimbo ou de outro jeito, mas sempre aparecem as tais bolinhas. Não que hoje em dia eu seja o tipo de uma pessoa que enxergue bolinhas flutuando (tá, nem sempre!)... Talvez sejam reminescências de quando eu era pequena e minha mãe me ensinou a graça de observar anhonhas, que são aquelas poeirinhas que a gente enxerga voando contra a luz do sol, especialmente quando está sacudindo os lençóis para arrumar a cama.
Enfim, elas se tornaram parte da minha vida e aparecem nessas páginas aqui: na primeira, fiz um fundo com carimbeiras Distress em azul, verde e amarelo, e depois molhei a mão com água e espirrei na folha, esticando os dedos.

Dá esse efeito super legal, meio mineral, que se vê aqui na foto do detalhe. Aí, como não eram bolinhas suficientes para os meus padrões de qualidade, acrescentei outras bolinhas brancas com caneta de corretivo, e depois as contornei com caneta preta. Teve época em que se fazia muitos detalhes assim no scrap, com caneta, mas agora está mais raro ver essas paradinhas.
Adoro o título, parte dessa frase simpática do inglês, "I love you to the moon and back".


Outro exemplo pra mostrar que não é mentira. Uma página bem simples, só colando papel pro tempo passar, e eis que surgem de novo as bolinhas flutuando. Dessa vez, usei meias-pérolas e enfeitinhos de madeira do meu arsenal. Papéis da Dear Lizzy Elizabeth Katchner Splendid Goddess, coleção Fifth & Frolic of my Heart. Essa eu até comprei digital pra nunca se acabar, até eu ter 90 anos e passar os arquivos num precioso pendrive pros netinhos.


Fabíola Medeiros